radinho de pilha

radianos em sintonia fina

vejam o estudo anexo da McKinsey sobre o ônus da nossa "informalidade".

Tags: corrupção, crime, estudo, pirataria, sociedade

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Respostas a este tópico

É, como te disse no twitter (@toadgeek) eu acredito que a queda de preços já ajudaria a diminuir EM MUITO a pirataria no Brasil. Não seria uma solução definitiva, pra isso precisaríamos de uma re-educação moral, política, social.
E isso demora anos e não sei nem se é interessante pro governo, mas esse seria um outro assunto.
Mas valores de softwares mais baixos e acessíveis (entenda aqui, bem menos de R$100), já ajudaria a diminuir esse problema.
Descobrir como fazer um software de R$800 custar menos de R$100 é o próximo passo.

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E quanto custa o peso do governo, das leis violentas aplicadas por ele e da burocracia? Tem que ver o outro lado também...

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respondendo ao Toad e ao Lalli: o governo é feito de brasileiros como eu e voces, nao é um dominio de alienigenas de outra galaxia. e esse governo, ao contrario de ditaduras, foi eleito e trabalha em cima de uma constituicao democratica. ou seja, acusar o governo nao alivia em nada a questao.

sobre preço: a honestidade e ética tem uma fronteira numerica, entao? se o valor for abaixo de X ninguem mais rouba, e acima de X todo mundo rouba? e se o valor for tao alto assim justamente para compensar o fato de que muitos roubam?

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Infelizmente, dentro da cultura demonstrada no nosso país, sim: Existe um limiar. Não apenas do ponto de vista moral [mas sim, também do ponto de vista moral]. Mas o que deve ser analisado aqui é a causa. Quais são os fatores que incentivam a pirataria? Pensar em todos eles. E como isso pode ser amenizado, em todas suas esferas. Do ponto de vista do consumidor, um valor exorbitante não lhe parece justo. Não lhe atrai e os meios mais fáceis o são.
Lalli, do ponto de vista do consumidor, não. Não lhe é justo ter que ver sempre o "outro lado" também.
Deixo claro aqui que uso versões oficiais dos meus softwares. Tanto os pagos, quanto os freewares, quanto os open source. O que eu faço aqui é apenas demonstrar que, na minha opinião, sim, enquanto os valores não forem acessíveis ao maior número de pessoas, enquanto não houver um boom de popularização como aconteceu com os Personal Computers, a taxa de pirataria será alta em nosso país. Enfatizo que esse não é o único fator decisivo.
Trabalhar em cima da conscientização ajuda, e muito. É muito importante. Mas ele tem resultado a longo prazo. A curto prazo, os preços. E briga por menos impostos, e aqui poder-se-ia fazer uma lista enorme do que pode ser melhorado.
O problema não é o que, é o como.
É meu ponto de vista.

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toad (é esse teu nome?), eu sei que reducoes em preço, ofertas e descontos têm efeito sim sobre a pirataria. claro que tem. mas eu nao acho nem um pouco inovador e transformador jogar a culpa da historia no outro, em quem vende. a transformacao tem que ser na etica de todos, nos nossos valores, na educacao da nova geracao. ou voce está dizendo que nos somos de alguma maneira inferiores ou diferentes dos países sem malandragem endemica?

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Não tem essa de dizer que a culpa é dos impostos ou da cultura. Não vai adiantar achar o culpado e sim achar a solução.
É claro que no Brasil os preços são sim altíssimos e não condizem com a realidade dos brasileiros. Mas eu mesmo não tenho a certeza de que lá fora é tão diferente assim. O que o Toad disse em relação que devemos passar por uma re-educação moral concordo plenamente, pois esse "jeitinho" é bem brasileiro.
O que eu sempre me pergunto é "se diminuir os custos realmente iria ajudar a diminuir a pirataria?". Digo isso porque tenho a certeza terão aqueles que não querem pagar nada mesmo que seja o dito "justo". Eai? o que faremos com esses caras? Quem vai convencer eles de que é melhor vc pagar e ser honesto se vc pode ter sem custo e com a mesma funcionalidade. Isso também implica naquela velha historia "se tem alguém para comprar, vai ter alguém para vender".E assim gira o mercado pirateiro.
A questão é como poderíamos "desfazer" essa cultura de "malandragens" que existe desde remotos tempos de colonização?

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"obre preço: a honestidade e ética tem uma fronteira numerica, entao? se o valor for abaixo de X ninguem mais rouba, e acima de X todo mundo rouba? e se o valor for tao alto assim justamente para compensar o fato de que muitos roubam?"

Acho que a coisa é bem por ai, porém esse valor X não é um valor fixo e sim um valor acessivel ao consumidor. Claro que estamos falando de mercado e público alvo, logo haverão produtos similares de R$ 100,00 e de R$ 1000,00. O problema é quando os produtos estão (quase) todos na faixa do R$ 1000,00, sendo que boa parte do público está na faixa do R$ 100,00. É ai que nascem as fábricas de similares Xing Ling.

Se as empresas pensam em manter os preços altos para cobrir o estrago da pirataria, acaba dando mais espaço para esse mercado que faz com que as empresas elevem um pouco mais o preço para compensar. No final das contas vira uma bola de neve.

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de novo: quem é ético nao o faz porque o preço está abaixo ou acima de um certo valor. eu nao posso comprar uma ferrari mas nem por isso vou roubar uma. se viermos com o discurso populista de que baixar preço é a solucao a coisa nao vai ter mais fim, porque vai ter sempre alguem dizendo que quer preço ainda mais barato para nao roubar.

e convenhamos: quem pirateia hoje nao é um miseravel. nao está passando fome. faz isso porque sua ética vale 10 reais e nada mais.

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Rene concordo com vc na questão de da ética não ter preço.
Mas temos que admitir que se as empresas aumentam os preços de seus produtos para cobrir a pirataria, na minha opinião, isso não é lá uma estratégia muito boa. Poderíamos pensar em algum outro jeito.
Um único exemplo que me vem a mente agora é o da Microsoft que disponibiliza algumas ferramentas para que é estudante.Ou seja, o cara que está estudando para ser um developer vai poder ter a ferramenta para aprender enquanto cursa a faculdade ou etc. mas quando ele estiver trabalhando com isso em uma empresa, terá de ter a licença para ganhar em cima da ferramenta. Isso para mim é uma boa estratégia.
Mas foi só um exemplo que me veio a mente, e que não funciona para todo mundo.

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Desculpe Rene, mas discordo um pouco de você ao generalizar que "quem pirateia hoje nao é um miseravel".

A pirataria já está virando hábito (trabalho com música e sei bem o que é isso e o quanto prejudica), mas quando se fala em consumo de itens piratas de uma maneira mais ampla simplesmente generalizar desta forma para mim é errado. Embora existam pessoas que tem sim condições de consumir um original mas preferem o pirata (esse sim é um "descarado", como costuma dizer meu pai) em muitos casos a pirataria é alimentada pelas pessoas que não tem condições de adiquirir o original, mas querem possuir o produto.

Mas o que leva essa pessoa que não tem condições de ter um item original a consumir um item pirata, mesmo ele as vezes sendo mais caro que uma versão parecida de outra marca? Bem, acho que é por ai que o debate tem que ir, procurar entender a coisa mais a fundo. Caso contrário talvez isso aqui se resuma em uma queda de braço entre o discurso radical e o populista.

Obs.: Relendo o que escrevi acabei percebendo que me exprecei de maneira errada (me pautando muito pela minha área). Baixar preços é um caminho mas não é a única coisa a ser feita, Por isso peço desculpas.

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É essa questão é pra lá de delicada.Pq de certa maneira é fácil de pensar que o cara não tem condição de comprar tal produto ai vai lá e compra o pirata.Tem que se pensar: se a pessoa quer comprar tal produto o que se pode fazer por essa pessoa.
É o que acontece com a venda de musicas em mp3 pela web. Se não interessa para a pessoa ter o CD a parte física da coisa, por utilizar o arquivo apenas em mp3 player ou no seu micro, tanto faz. Ai o que fazemos? Vendemos o arquivo mp3 pro cara que vai estar pagando o "justo" e com a funionalidade que ele precisa. O que não aconteceria se ele comprasse um CD pois após ele passar as musicas para seu mp3 player ou micro aquele CD raramente seria utilizado.
Mas isso seria mais no caso de musica e tem mais "n" outros casos a serem pensados e repensados...
Abraço!

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